Por que paramos de surpreender as pessoas?

Era para ser somente mais uma compra de mais um produto. Bem verdade que era um produto produzido através de um crowndfunding e a sua proposta era bem interessante, mas na verdade a expectativa restringia-se a ver como era o produto pessoalmente.

E um belo (e aguardado dia) o carteiro toca a campainha com o pacote. E as surpresas começam:

As pessoas são boas

Aline Campbell é uma artista plástica carioca que resolveu viajar pela Europa sem dinheiro. Este seria o resumo simplista e midiático do seu projeto. Seria o que chamaria a atenção de todos. Mas ao assistir o vídeo do projeto vemos muito mais. Aline questiona nossas relações e interações, nossos conceitos e preconceitos, nossos valores (que nem sempre são nossos).
Aline Campbell é uma artista plástica carioca que resolveu viajar pela Europa sem dinheiro. Este seria o resumo simplista e midiático do seu projeto. Seria o que chamaria a atenção de todos. Mas ao assistir o vídeo do projeto vemos muito mais. Aline questiona nossas relações e interações, nossos conceitos e preconceitos, nossos valores (que nem sempre são nossos).

De tanta coisa que ela diz no vídeo e que daria material para vários posts, hoje quero refletir sobre uma que sempre me incomodou: por que a mídia só mostra os acontecimentos e pessoas ruins?

Você já fez uma gentileza hoje?

Em tempos de “foco nas metas”, “trabalhar pelos projetos pessoais”, “gerenciamento máximo de tempo”, está cada vez mais difícil olhar para os lados. Quantas e quantas vezes passamos batido de amigos ou conhecidos enquanto caminhamos nas ruas, pegamos um ônibus ou elevador, fazemos compras? Quantas vezes não vemos o que há de novo ao nosso redor? Seguimos, com a cabeça nas “listas de coisas a fazer”, andar apressado pelos ponteiros do relógio, olhar disperso pelo excesso de informações e… coração em stand-by. Como assim? Stand-by? Pois é, deixamos lá o nosso coração parado, desconectado do momento. Fazemos tudo de forma automatizada, no modo “mais eficiente”.

Felizmente, esse órgão que é pura energia se mantém em contínuo estado de alerta. Pronto para se reconectar, para acessar a beleza do mundo e das pessoas ao seu redor. Pronto para se emocionar, se encantar, te encher de leveza e trazer o sorriso ao seu rosto. Basta você dar uma brecha e prestar atenção ao que acontece. Sair da correnteza do momento, do piloto automático, respirar fundo e olhar. Com grandes olhos. Olhos de alma. Sentir as pessoas e o mundo com esse vórtice mágico que se encontra no meio do peito.