Honrar as influências que nos formam

Temos nossa ancestralidade pessoal, aquela formada diretamente por mães, avós, bisavós. Mas temos nossa ancestralidade como país, aquela formada pelos muitos povos que para cá vieram, querendo ou não, e formaram a nossa cultura, nossos hábitos e nossos gostos.

E do mesmo jeito que dentro de nós valorizamos algumas influências e renegamos outras, fazemos o mesmo com a nossa formação como povo. Alguns povos imigrantes são lembrados como festas e museus, mas outros seguem marginalizados em nossa sociedade e em nossas almas. Não por acaso, geralmente aqueles que têm um histórico de dor que acompanha a sua contribuição.

Educação vem da aldeia

Há um ditado africano que diz que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Porque somos todos professores – e devemos nos lembrar disso. Aliás, somos professores uns dos outros, porque vivemos aprendendo com as nossas relações e conexões.

A forma como nos posicionamos em uma situação pode ensinar a todos que nos cercam – bem ou mal. O que falamos pode influenciar a todos que ouvem – bem ou mal. Se dividimos nosso conhecimento, se defendemos os nossos valores, se trabalhamos em nossos sonhos… e por aí vai.

Mulher, Negócios e Alma

As últimas décadas foram marcadas pela entrada feminina no mundo profissional. Passamos a buscar qualificação acadêmica e espaço no mercado de trabalho. Quisemos ter nossa carreira, nossos negócios, nosso legado e lutamos por vagas em faculdades, empresas e instituições.
Invertemos de tal forma os papéis femininos na segunda parte do século passado que hoje é inconcebível para muitos grupos que uma mulher não trabalhe, não estude e queira ficar em casa. Somos treinadas para estudar e ter uma profissão. Muitas, inclusive, são instigadas para grandes carreiras de sucesso. Obrigatoriamente.
Para discutirmos empreendedorismo feminino e esse novo mundo empresarial, eu, Elisa Rodrigues, facilitadora e Guardiã de Círculo de Mulheres, juntamente com Zuleica Souza, fundadora da Valência Treinamento e Consultoria Empresarial e especializada em empreendedorismo, criamos o “Círculo de Mulheres Empreendedoras”, onde nos reunimos uma vez por mês para discutir os desafios de ser mulher empreendedora no mercado atual e a importância de manter nossos negócios conectados com nossa alma, tudo isso dentro do suporte e o acolhimento que o Círculo de Mulheres proporciona, gerando sororidade, cumplicidade e espaço para a cura de nossas crenças e dores.

Falando sobre Missão de Alma

Por mais que caminhemos em uma praia, nunca traçaremos a mesma rota que outra pessoa que acabou de passar lá. Porque cada trilha é única. Cada pegada é única. A sua história única lhe ensinou a ver a vida sob um olhar único, a encontrar uma solução única, a desenvolver um produto único, a montar um negócio único, a ensinar de um jeito único.