Correndo atrás da própria sombra

Eu puxo a fila daqueles que acreditam na importância de desbravar o mundo interior, descobrir nossas crenças limitantes, curar memórias de dor, buscar as causas do que sentimos e tememos. Fiz isso por anos, repetidamente. Acredito tanto nessa necessidade de autoconhecimento que embasei meu propósito de vida e minha missão pessoal nela.

Mas – e tudo tem um mas – às vezes isso não é suficiente. Ou pelo menos não responde as questões que estão atormentando o seu momento, impedindo o seu caminhar e sabotando o seu dia-a-dia.

Nem sempre estamos preparados para a resposta. Nem sempre nossos ouvidos a escutarão. Nem sempre nosso coração a reconhecerá no meio do turbilhão de sentimentos e informações. Nem sempre a nossa mente permitirá que a resposta seja absorvida pela nossa alma.

Em muitos casos, apesar de tudo isso, seguimos buscando no nosso mundo interno. Nos culpamos pelas nossas dificuldades, pelos nossos erros, por uma suposta falta de comprometimento ou de garra. Acreditamos piamente que a culpa é nossa, que o problema é nosso e que não estamos fazendo o suficiente para superar a situação. E aí fica a pergunta: será que sempre avocar o problema completamente para si resolve?

Veja bem, não estou fazendo apologia ao vitimismo. Não acho que devemos delegar o problema ao outro ou a qualquer outra fonte externa. Simplesmente digo, de acordo com as minhas experiências pessoais, que há situações em que chegamos aos nossos limites e ainda assim não resolvemos – e isso não é culpa nossa.

E o que fazer então? Para mim, essa é a pior parte: assumir que eu não consigo fazer mais nada e tenho que parar de correr atrás de uma sombra que não alcanço, que nem sei se realmente existe.

Para esses momentos nebulosos, onde a visão interna fica turva e a neblina toma conta do caminho, há algumas alternativas. Algumas são técnicas como o Ho’oponopono, a EFT (Emotional Freedom Technique), o recolhimento, a oração e a meditação, que ainda pedem uma atuação da sua parte ao executá-las. Outras, encaixam-se na categoria de apoio externo como o Reiki, florais, acupuntura e terapias holísticas, onde buscamos ajuda em outras pessoas. Todas essas alternativas atuam no nosso inconsciente, sem que muitas vezes tenhamos noção exata de qual foi a sombra, crença ou sentimento curado, pelo menos naquele exato momento. Pede-se apenas o movimento de jogar a toalha e entregar, parar de correr, sentar e pedir ajuda.

Temos dois grandes aprendizados nestas situações. Em alguns casos, aprender sobre entrega, a aceitação da vulnerabilidade e da momentânea impotência. E em outros casos, uma lição ainda mais valiosa: a retirada da culpa, da cobrança intensa de sempre ter e saber as respostas, de ser perfeito, de se “auto-resolver”, de acreditar que todo o seu aperfeiçoamento depende somente de si.

Ao fim, a certeza que esse busca pelas nossas sombras nem sempre será a resposta para a situação, que a vida é um grande jogo de luzes e sombras com contornos próprios e sem fórmulas prontas, mas com uma bússola interna chamada alma que está sempre soprando direções nos nossos ouvidos, inclusive o parar.

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