Eu sou A mensagem

Qual é a mensagem que você apresenta para o mundo?
Se as pessoas pudessem te “ler”, o que absorveriam?

 

 

Hoje durante uma conversa com uma pessoa amada, dei de cara com a frase “Você é uma mensagem” gravada no seu chaveiro. A pessoa, membro dos Alcoólicos Anônimos, me explicou que essa frase faz parte de uma orientação aos membros. Muito mais do que falar/orientar, o membro deve ser a personificação da mensagem que está tentando passar: a mensagem da superação, da volta por cima, do reagrupamento dos cacos após a dilaceração do alcoolismo na sua vida. Ele É a mensagem.

Fiquei com aquilo na cabeça. Tomei isso como a minha #liçãododia. Não posso evitar em trasladar esse ensinamento para a minha vida na espiritualidade. Em vinte e cinco anos de estudos, cursos, grupos, vivências e convivências, vi muitas pessoas falando sobre transformação, mas não sendo a manifestação real da transformação. Propagando mensagens, técnicas e doutrinas que não faziam parte de seu mais profundo eu. Não que façam isso por má fé, mas na tentativa de realmente ser. Mas não cola lá no fundo, de ninguém. E isso muitas vezes tem um preço: a descrença de muitos que já buscaram “de tudo”, daqueles que migram de guru em guru, de técnica em técnica, de terapeuta em terapeuta.

Eu mesma me questiono o quanto consigo ser mensagem de tudo o que já vi e aprendi. Eu mesma ainda me esforço ser a manifestação das lições e insights captados durante a minha jornada. Eu mesma, diariamente, busco caminhar em beleza, vendo as bençãos escondidas em cada pedra que tropeço, acreditando que após aquela curva perigosa há uma estonteante paisagem. Mas, confesso, nem sempre consigo. Às vezes caio e xingo. Paraliso e choro.

Todos fazemos isso porque não acreditamos realmente que somos A mensagem. Essa mensagem vem dos outros – gurus, mestres, chefes, professores, moderadores. As transformações cabem aos outros. Os exemplos cabem aos outros. Afinal, quem sou eu para fazer a diferença?

Só que EU SOU A DIFERENÇA. EU SOU A MENSAGEM.

Simples assim. Autorresponsabilidade. Se você assumisse agora a sua mensagem, a mensagem de transformação, cura, alegria, empatia, acolhimento ou qualquer outra coisa que a sua alma grite, qual seria?

Você tem noção que dessa decisão pode depender o bem estar de alguém? Que de repente a sua mensagem é justamente a que a pessoa está precisando ouvir/sentir para levantar a cabeça e enfrentar o que quer que seja? Quantas vezes você levantou porque leu/ouviu/viu algo que lhe deu forças? Se sim, não está na hora da contrapartida?

Então, para que cada vez mais eu seja a personificação da mensagem da beleza presente em cada trecho da jornada, que me fala tão fundo, que me acolhe e motiva, que me deu um norte tantas vezes, vou repetir diariamente a partir de agora:

“Caminho sempre na Beleza
e a beleza torna-se o meu caminho
Minhas palavras são belas
e meu caminhar também…”

(trecho final da oração dos índios navajos “Caminhar em Beleza” – leia integralmente aqui)

Que sejamos a mensagem que queremos ver no mundo!