Existe “caminho certo”?

 

De todas as dúvidas que tive (e olha que foram várias) as mais difíceis de sanar eram aquelas que iam de encontro com o “jeito certo” de fazer as coisas. As fórmulas do sucesso, as posturas adequadas, a palavra ideal, o jogo certeiro.

Muitas vezes sentimos que há uma fórmula a seguir, que geralmente envolve uma profissão bem vista, casamento, filhos, boa casa, relações cordatas com todos ao redor, uma passiva aceitação das coisas que “são assim mesmo”, empenho em encenar situações pelo bem social, como festas (de empresa ou de família), sorriso amarelo e concordante com frases e posturas das pessoas ao redor, com as quais muitas vezes não temos a menor sinergia.

E, sinceramente, eu sofria horrores. Sempre me achava inadequada, que todo mundo estava fazendo certo menos eu, que eu não tinha salvação. Me enchi de rótulos e de falsas verdades: desligada, sem espírito de equipe, antissocial, esquisita.

Com o tempo percebi que na verdade ninguém se encaixa naturalmente em nada, no fim das contas. As pessoas se esforçam para se enquadrar no “jeito certo”, para calçar o sapato 36. E pagam um preço alto para isso: amputam qualidades, enterram sonhos, escondem vontades, vestem personagens desconfortáveis.

Essa noção foi libertadora pra mim! E mais ainda, gerou um sentimento de compaixão onde só havia a dor do desconforto, dor essa que me tornava agressiva e arredia. Então está todo mundo no mesmo barco? Que bom!

“De perto ninguém é normal.”
Caetano Veloso

Mesmo assim, ainda foi difícil moldar o que eu queria para o meu futuro, principalmente na parte profissional. Eu olhava para profissões, planos de negócio, orientações para ganhar dinheiro, “regras de ouro” e voltava a me sentir perdida. Nada encaixava!

Achar o modelo de negócio que atendesse os meus anseios foi bem complicado. Um monte de gurus, de gente palpitando como dá certo ou não, conselhos sobre segurança e estabilidade. Fora a corrida eterna por ganhar cada vez mais e ter “sucesso”. 

 

Como fazer então?

A minha grande sacada foi acreditar primeiro que as coisas tinham que ser do meu jeito e depois buscar a forma de implementá-lo. Isso começa com saber o que você quer. Saber o que faz sua alma cantar, seus olhos brilharem e acreditar que está fazendo o melhor, sentindo no fundo da alma que é assim mesmo que queria se sentir. Esse processo não é simples e se inicia em desconstruir primeiro o que enfiaram na minha cabeça como o certo. Foi resistir às grandes orientações sobre como fazer as coisas, às profissões óbvias e respeitáveis, às atitudes que esperavam de mim.

Quantas coisas você se nega porque não estão dentro do que apresentaram como o “jeito certo”?

 

E aquele sonho, que está engavetado porque “é impossível”?

Comece pensando no que gosta, no que é realmente bom, em uma grande qualidade sua cujo exercício lhe faz extremamente feliz. Como é possível manifestar isso? Pense fora da caixa, em várias alternativas. De repente o que você gosta é do exercício da qualidade, não necessariamente naquele cenário que vem na sua cabeça como a única alternativa. Por exemplo, se você sonha em ter um restaurante, talvez o que lhe faça realmente feliz é estar cozinhando e vendo as pessoas comerem. Isso pode ser conseguido de que outra forma? Realizando pequenos jantares em uma estrutura menor, ou montando uma pequena cafeteria com um cardápio diferenciado, ou cozinhando na casa das pessoas as refeições da semana que serão congeladas…

Comigo foi assim: eu fiz um mergulho interno para descobrir minhas necessidades e qualidades e depois fiz uma busca externa nas possibilidades de manifestar isso. Parece simples, eu sei, mas foi um processo longo de auto conhecimento e de retirada de conceitos cristalizados. E estou aqui para te dizer: valeu a pena! ;)

direções1 O mais importante de tudo é o ter seguinte em mente:

Nós somos únicos, portanto nossas soluções serão únicas! E essa nossa singularidade é que garantirá resultados espetaculares!

Talvez a sua solução seja tão inovadora, que gerará um impacto absurdo! Já pensou? :D

Sei que passa tudo na cabeça. Medo de dar errado, de ser ridicularizado, de se sentir bobo, de chocar as pessoas. O “nosso jeito”, muitas vezes não vai agradar a todos, mas quando ele começar a fazer feliz essa luzinha que brilha aí dentro, a coisa começa a parecer realmente certa para o nosso mundo interno.

E, de verdade? É capaz de você agradar muito mais gente do que imagina! Porque quando você se permite seguir o seu chamado, você inspira e ajuda a que outros também o façam. Muita gente tem um prazer enorme em apostar em projetos e serviços que tem essa luzinha de sonho por trás, simplesmente porque isso também alimenta suas luzinhas.

Quer um exemplo? Gente jovem, música contemporânea e jazz dos anos 40 combinam? Escuta essa:

Se por acaso você quiser escutar o original, tá aqui.

Para inspirar mais, aí vão outras histórias de pessoas que resolveram fazer as coisas do seu jeito:

 

Então o que importa é você achar o jeito como você quer fazer algo!

Afinal, não existe “o jeito certo” de fazer nada…

Sigamos em beleza e fazendo no nosso jeito! ;)

 


Ei!

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