O que você mais alimenta?

Tudo na vida tem um tempo, até o amadurecimento de algumas lições. Ouvimos repetidas vezes uma frase ou história, mas mesmo assim parece que não a entendemos inteiramente.

Nestes últimos dias, pensando sobre as minhas sombras e os momentos em que me autossaboto, lembrei daquela conhecida história sobre os dois lobos que habitam nossa mente.

Os anciões Cherokee estavam preocupados com um dos garotos da tribo que, por se sentir injustiçado, tornou-se agressivo. O avô do menino o traz para perto de si e diz:

– Eu entendo sua raiva. Há uma batalha terrível entre dois lobos que vivem dentro de mim. Esses dois lobos tentam dominar o espírito de todos nós.
Um é Mau. Seus dentes são fortes como raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade e ego.
O outro é Bom. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
– Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:
– Aquele que você alimenta!

Eu não lembro quantas vezes já ouvi essa história. Nem quantas vezes eu já pensei nela quando alguém me contava um momento em que tudo dava errado. No entanto, nunca tinha pensado de forma intensa e constante o que eu estava alimentando dentro de mim.

Momento a momento escolhemos a forma como direcionamos nosso pensamento. Essas escolhas tanto alimentam nossos sonhos, forças e metas, como também podem alimentar nossas frustrações, dificuldades e medos. Como se cada pensamento, ação ou palavra fosse um tijolo em uma grande construção.

Ah, mas isso você, eu e o mundo já sabemos, não é? Poxa, então porque a gente fica tão assustado com o castelo mal-assombrado que encontramos no fim de nossa jornada diária? Por que nos acuamos diante da muralha enorme que bloqueia o caminho e esconde o sol?

 

Qual é a sua obra?

 

Eu não sei você, mas depois de aplicar essa história do lobo na minha vida, finalmente consegui entender porque me sentia tão perdida e desamparada em alguns dias. Porque são tijolinhos. O castelo não surge de repente, povoado de fantasmas. O muro não brota do nada. A gente que constrói tijolo a tijolo, temor a temor, lembrança a lembrança.

Na hora que você reclama da fila, se irrita com a bagunça da casa, perde a paciência com o relatório atrasado (de novo), se enfurece com o prestador de serviço relapso… Em cada um desses momentos, não pensamos que é um pequeno tijolo na construção do nosso dia, que por sua vez é um pequeno tijolo na construção do mês, que por sua vez… ah, entendeu, né?

Em síntese, tudo isso acaba resultando em uma obra enorme, que é o legado da sua vida, a manifestação da sua alma. E agora é a hora do baque: como tem sido sua obra até hoje? Você está focado nos seus projetos, na manifestação dos seus sonhos e desejos, ou está discutindo com a vizinha? Você fez aquele contato importante para seu negócio que tinha agendado para hoje ou ficou correndo atrás do problema do filho/esposa/pai/papagaio?

 

 

Onde está sua energia?

 

Os ensinamentos vêm até as pessoas sob muitos formatos e através de vários canais. Um, em particular, chamou minha atenção quando encontrei em dois lugares tão diferentes.

 
Pressuposto da Programação Neurolinguística

A energia vai para onde está a atenção.

 
Princípio do Xamanismo Havaiano

MAKIA

A energia segue o fluxo do pensamento.

 

Ambos os sistemas, tão baseados em nossas mentes e percepções, ressalvam em seus ensinamentos básicos que devemos cuidar do destino de nossa atenção e pensamentos. A demonstração mais óbvia disso é que quando estamos pensando constantemente em algo, como um carro novo por exemplo, vemos em todos os lugares o modelo que queremos – na rua, na propaganda, em uma conversa…

Esse “imã” que leva nossa atenção para as coisas que concordam o que estamos pensando tem um desdobramento que pode ser muito prejudicial: reforçar constantemente nossas crenças negativas e limitantes. Como aquela pessoa que acha que é azarada e todos os episódios que têm um desfecho que não lhe agrada termina com essa frase: “Tá vendo, eu falo que sou azarado mesmo!” E aí, óbvio, ela entra mais ainda nessa “certeza”.

O oposto, felizmente, também acontece. Cada boa notícia, conquista ou imagem que reforce uma crença positiva intensa também chamará nossa atenção. Portanto, escolhermos para onde queremos direcionar nossos pensamentos e no que queremos crer nos ajuda a criarmos os tijolos certos para o nosso objetivo.

Essa escolha é feita minuto a minuto. Por isso, acionei um mecanismo interno que várias vezes ao dia me pergunta: “Isso que você está fazendo/pensando/sentindo contribui para os seus projetos? Essa posição alimenta a sua luz, o seu lobo bom?”

Enquanto escrevia este artigo abri várias outras telas e quando vi estava pesquisando assuntos que não tinham nada a ver com o que eu estava escrevendo. Nessa toada, eu não ia terminar nunca de elaborar este texto. As perguntinhas me puseram no meu lugar e garantiram que eu termine meu dia com a obra que eu realmente quero ver em pé hoje!

Além de me perguntar várias vezes ao dia, também criei um outro lembrete: um papel de parede para o meu computador. Como acabo trabalhando muito nele, foi uma ótima forma de refletir constantemente sobre os rumos da minha atenção e energia.

E aí pensei: por que não disponibilizar também para quem quiser ter esse lembrete no seu computador? Então, quem quiser baixar essa âncora para o seu dia, é só preencher abaixo!

 

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Espero que isso te ajude tanto como está me ajudando! (Viu, consegui terminar o post! rs)

 


 

Desbravando esse caminho:

 

  • Em busca da consciência – Ótimo artigo da Revista Mente e Cérebro sobre a consciência. Destrincha tanto a parte fisiológica como as conexões neurais que fazemos, incluindo as coisas que nos chamam a atenção e aquelas que passamos batido. Também fala dos múltiplos níveis de consciência e como eles atuam na nossa vida.
  •  HUNA – KAHUNAneste artigo o Dr. Sebastião Melo faz uma síntese do sistema Huna e do xamanismo havaiano, incluindo seus sete princípios.