Semana passada eu criei o canal do Caminhando em Beleza no Soundcloud. Para quem não conhece, o Soundcloud é uma plataforma de áudios, onde se disponibilizam músicas, áudio-books e os queridinhos do momento: os podcasts.

Eu já devia ter vindo contar isso por aqui. É impressionante como às vezes a gente se perde no caminho, não é? Ontem a noite é que tive o estalo que não tinha escrito um post aqui para falar disso.

Meus primeiros podcasts são do Projeto Lendo 1 Livro, que foi criado para compartilhar as minhas reflexões sobre os livros que estou lendo.

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Este é o último post do que chamarei “Trilogia da Dor” (aqui estão o primeiro e o segundo posts), onde destrinchei e refleti sobre um processo de dor que estou passando.

Quando escrevi sobre honrar o estado de espírito, senti que ficou faltando falar algumas coisas. Claro que temos que honrar o que estamos sentindo e entender o que esse sentimento traz de aprendizado. Mas isso não significa que vamos ficar jogados na cama, sofrendo e chorando, pois esse é nosso estado no momento.

Um estado de espírito em descompasso com o seu projeto significa apenas que você terá que fazer as coisas diferentes. Com outro jeito, com outra energia. Mas, sim, você tem que fazer algo! Não jogue o bebê com a água do banho.

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A dor é um dos maiores medos da humanidade (provavelmente de todos os seres vivos). Muitas vezes tomamos atitudes (ou deixamos de tomá-las) com medo de sentir dor. Deixamos de tentar, de olhar mais fundo, de reagir, de se impor ou de respeitar a opinião alheia por medo da dor.

Esta semana escrevi um post falando sobre o meu estado de espírito, comentando vagamente que meu fim de semana tinha sido doloroso. Foquei-me em falar sobre a importância de respeitarmos nosso estado de espírito e sermos coerentes com o nosso mundo interno. Mas esse estado de espírito despertou mais reflexões profundas que quero compartilhar aqui.

Então vou começar contextualizando o que aconteceu: no último final de semana tive que sacrificar a minha cachorra de dezessete anos, após um súbito AVC que lhe retirou praticamente todos os movimentos. Foi profundamente doloroso e influenciou minha energia até agora.

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E, de repente, seu planejamento vira confete. Planilhas e cronogramas, tão lindos no papel, não conseguem virar realidade. Em alguma encruzilhada elas se despediram do seu Eu e o descompasso reina. E agora? A resposta do mundo geralmente é: força a barra! Vai aos trancos e barrancos! No pain, no gain! (ai, como eu odeio essa frase)

Mas, antes de ativar o modo Rambo, paro e me pergunto: quem sabe mais sobre mim, as planilhas ou a minha alma? O que as planilhas realmente entendem do fluxo da vida, dos aprendizados do caminho, das dores e lições do mundo?

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